Por onde anda o Splendour of the Seas?

Por onde anda o Splendour of the Seas?

Após vários anos de muito sucesso “cruzeirando” pelo Brasil, o saudoso navio Splendour of the Seas fez a sua despedida oficial do país no dia 20 de abril de 2015. Nunca mais voltou!

E você já deve ter se perguntado alguma vez: Por onde anda o Splendour?

Vou responder mais abaixo, mas já dando um spoiler, ele ainda “está vivo” e continua navegando com outro nome e por outra companhia.

 

No Brasil

Popularizado e consagrado pelo público brasileiro quando chegou por aqui no ano 2000, o Splendour of the Seas, pertencente à Classe Vision, da companhia Royal Caribbean Intl., definitivamente marcou uma época e tornou-se o “queridinho” de todos.

Era diferenciado dos demais navios. Muito luxuoso.

Possuía 2 grandes elevadores panorâmicos no amplo Atrium envidraçado e espelhado, uma piscina coberta, restaurante de 2 andares, o famoso buffet Windjammer Café (marca registrada da Companhia em todos os seus navios), parede de escalada, entre muitas outras “inovações”. Além do excelente padrão de atendimento.

Splendour of the Seas
Splendour of the Seas

 

Splendour of the Seas
Atrium

 

Splendour of the Seas
Restaurante King & I Dining Room

 

Splendour of the Seas
Piscina

 

Splendour of the Seas
Piscina coberta – Solarium

 

Com o passar dos anos, enquanto as demais companhias traziam navios maiores e mais modernos – uma tendência vista até os dias de hoje – a Royal Caribbean insistia com o Splendour, pois sabia da legião de fãs que o navio tinha e, independentemente do roteiro, preço ou tamanho, sempre estaria com sua capacidade máxima (ou quase) de passageiros.

No início, destoava dos demais navios pela sua imponência, design e modernidade, e posteriormente fazia o oposto, era aquele navio mais antigo e tradicional. Agradava a todos. Era unanimidade.

Durante suas 10 temporadas pelo país (entre 2000 e 2002, e sua volta de 2007 a 2015), realizou, principalmente, roteiros para a região da Prata – Argentina e Uruguai, além dos minicruzeiros de 3 e 4 noites pelo litoral brasileiro, sempre tendo a cidade de Santos/SP como “sua casa”.

Enfim, pode vir qualquer navio ao Brasil (de qualquer companhia de cruzeiro), mas tenho certeza que, dificilmente, algum despertará tamanha paixão e marcará uma época (elevando o padrão dos cruzeiros) tanto quanto o Splendour of the Seas.

 

Nova Companhia

Com a estratégia de renovação gradativa da sua frota, a Royal Caribbean Intl., em 2015, anunciou a venda do Splendour para a companhia alemã TUI Group (no ano seguinte, seu “irmão gêmeo”, Legend of the Seas, teve o mesmo destino).

A partir de 2016, sob o comando da companhia britânica Thomson Cruises (pertencente ao grupo), com o nome de TUI Discovery e nova pintura do casco, iniciou seus roteiros pela Europa.

Confira a transformação do Splendour of the Seas em TUI Discovery:

Em 2017, a TUI Group anunciou que a Thomson Cruises seria renomeada para Marella Cruises, cujo nome teria origem celta e significa “mar brilhante”. Portanto, toda sua frota também seria renomeada, substituindo os prefixos TUI ou Thomson por Marella. Dessa forma, o TUI Discovery passou a se chamar Marella Discovery.

Desde 2016, o Marella (TUI) Discovery fez roteiros pela região Norte da Europa, Mediterrâneo e Ásia. A partir de fevereiro de 2021, irá para o Caribe, tendo inicialmente Montego Bay / Jamaica como seu homeport e posteriormente “migrará” para Port Canaveral, Orlando / EUA.

Ficha técnica – Marella Discovery

  • Companhia: Marella Cruises
  • Classe: —
  • Ano de construção: 1996
  • Última reforma: 2015
  • Comprimento: 264 metros
  • Largura: 32 metros
  • Velocidade: 24 nós
  • Peso: 69.472 toneladas brutas
  • Passageiros: 2.074 (ocupação máxima)
  • Tripulação: 760
  • Decks: 11
Marella Discovery
Marella Discovery – Imagem: Marella Cruises

 

Tive a oportunidade de conhecer e fazer um minicruzeiro no Splendour of the Seas, em 2009, saindo de Santos no dia 13 e retornando dia 16 de março. O roteiro era “o clássico” Santos / Búzios / Ilhabela / Santos.

Na época, eu era mais um apaixonado por cruzeiros e que “precisava de qualquer maneira” conhecer o famoso e luxuoso Splendour. A expectativa era enorme e valeu muito à pena.

Prometo fazer outra postagem e contar pra vocês como foi o cruzeiro, porque se eu começar a escrever toda a história aqui e agora, esse texto vai ficar enorme, mas posso garantir que realmente era tudo isso (e muito mais) que falam por aí. Foi incrível.

Royal é Royal, galera! Quem já conheceu, quer voltar e quem ainda não teve a chance, que tenha logo!

 

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