Sovereign (Soberano)
Sovereign (Soberano)

Por onde anda o Sovereign (Soberano)?

Sempre que cito um navio que foi referência em popularidade, animação, festas e bebidas all-inclusive, esse navio foi o Sovereign, ou Soberano – nome traduzido (sic) e utilizado aqui no Brasil.

Pertencente à extinta companhia espanhola Pullmantur Cruceros, marcou presença pelo país entre os anos 2008 e 2020. Foram 12 temporadas consecutivas de muito sucesso e, inclusive, foi o primeiro cruzeiro de muita gente, ou seja, o “carinho” dos passageiros por ele tem mais “esse sentimento”: ter sido o primeiro!

Em fevereiro de 2020, antes da pandemia COVID-19 paralisar por completo as operações marítimas no mundo todo, o Sovereign despediu-se do Brasil e voltou para a Europa.

E agora, quer saber por onde ele anda?

Bora descobrir!

Sovereign partindo de Santos (13 dez 2008)
Sovereign partindo de Santos (13 dez 2008) – Foto: Edu Nogueira

 

No Brasil

Recém-adquirido pela Pullmantur Cruceros em novembro de 2008, junto à Royal Caribbean Intl., o Sovereign (Soberano) estreou em terras brasileiras na temporada 2008/2009. Via-se a necessidade de trazer novos navios (e roteiros alternativos) devido à crescente demanda pela América do Sul.

A cidade de Santos foi escolhida como a principal homeport da embarcação.

Assim como os “irmãos” Zenith e Empress, durante as temporadas iniciais era fretado pela CVC e, a partir de 2013, a Pullmantur abriu escritório no Brasil e “passou a vir” por conta própria.

Até 2016, a CVC era exclusiva na comercialização dos roteiros do navio. Em 2017, as viagens passaram a ser vendidas não somente pela agência, mas também pelas demais operadoras brasileiras.

Com o consagrado sistema all-inclusive (bebidas a vontade), muita diversão e ambiente descontraído, e embarques nos principais portos do país, permaneceu durante 12 temporadas consecutivas (de 2008 a 2020) realizando cruzeiros preferencialmente pelo litoral brasileiro.

Os roteiros faziam parada em diversas cidades: Santos, Rio de Janeiro, Balneário Camboriú, Paranaguá, Ilhabela, Búzios entre outras.

Em fevereiro de 2020, após encerrar sua temporada 2019/2020 aqui pelo Brasil, retornou à Europa. Não voltou mais.

Com capacidade para quase 3.000 passageiros, manteve-se entre os navios de médio porte mais queridos pelos cruzeiristas.

Sovereign
Sovereign – Fotos: Divulgação

 

História

Construído pelo estaleiro Chantiers de l’Atlantique (Saint Nazaire, STX France) em 1987, o Sovereign of the Seas foi o primeiro navio (de três unidades) Classe Sovereign desenvolvido exclusivamente para a Royal Caribbean. Tinha, praticamente, o dobro do tamanho dos navios anteriores da companhia.

Sua viagem inaugural ocorreu em janeiro de 1988, a partir de Miami, Flórida/EUA.

Durante os anos seguintes, navegou pelo Caribe e Bahamas, tendo como portos de embarque as cidades de Miami e Port Canaveral, também nos Estados Unidos.

Sovereign of the Seas – Foto: Brian Fisher (shipspotting.com)
Sovereign of the Seas – Foto: Brian Fisher (shipspotting.com)

Em 2008, a subsidiária Pullmantur Cruceros, pertencente ao grupo Royal Caribbean Cruises Ltd., adquiriu o Sovereign of the Seas e também o Zenith e o Empress of the Seas. O foco era o mercado espanhol.

Foi reformado, modernizado e renomeado para Sovereign.

Fretado pelo grupo CVC, o “Soberano” fez sua temporada inaugural brasileira no final do mesmo ano.

Em 2012, passou novamente por reformas e pintura, adquirindo a nova identidade visual da companhia: casco e chaminé cor azul e nova logomarca.

Em fevereiro de 2020, despediu-se do Brasil e voltou à Europa.

Nesses 12 anos de operação pela Pullmantur, quando não “cruzeirava” por terras brasileiras, estava na Europa em roteiros pelo Mediterrâneo.

Aí veio a pandemia COVID-19. O mundo parou!

Com a paralisação mundial dos cruzeiros e as companhias marítimas acumulando prejuízos incalculáveis, a Pullmantur entrou com pedido de recuperação judicial junto ao governo espanhol, numa tentativa de renegociar suas dívidas e “fugir” de uma futura falência.

Independentemente do resultado jurídico final, em julho de 2020 o Sovereign foi vendido para desmanche em Aliaga / Turquia (e seus estaleiros especializados em reciclagem naval).

Dava-se, portanto, fim à história desse incrível navio de cruzeiros.

Aliaga / Turquia
Aliaga (da esquerda para direita): Monarch, Sovereign, Carnival Inspiration, Carnival Fantasy e Carnival Imagination – Foto: Chris McGrath / Getty Images

Curiosidade: Com seu projeto revolucionário para a época, em dezembro de 1987, o Sovereign of the Seas foi considerado o primeiro meganavio do mundo. Seu Atrium espelhado, muito vidro, um restaurante “mirante” 360º (Viking Crown Lounge) e outras características, mudaram o conceito sobre os navios.

Ficha técnica – Sovereign

  • Companhia: Pullmantur Cruceros
  • Classe: Sovereign
  • Estaleiro: Chantiers de l`Atlantique (Saint-Nazaire, STX France)
  • Ano de construção: 1987
  • Última reforma: 2015
  • Comprimento: 268 metros
  • Largura: 32 metros
  • Velocidade: 22 nós
  • Peso: 73.529 toneladas brutas
  • Passageiros: 2.852 (ocupação máxima)
  • Tripulação: 820
  • Decks: 14

 

É gente! Mais uma vítima da pandemia.

Mesmo com a sensação de que o Sovereign poderia ser utilizado por mais alguns anos em suas viagens pelo mundo, infelizmente “seu final” não foi o que esperávamos.

Como citei acima, muitos cruzeiristas ficaram “órfãos” desse navio, pelo sentimento de ser o primeiro cruzeiro de vários deles.

Enfim, vida que segue.

 

E você, teve a chance de conhecê-lo e navegar com ele? Conte abaixo como foi!

Volto em breve com novas notícias!

* Foto em destaque: Edu Nogueira


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2 comentários

  1. Olá Edu em primeiro lugar, parabéns pela revista, gostei muito. Quanto ao Soberano, eu, minha irmã e meus pais fizemos o nosso primeiro mini cruzeiro em 2017 onde incluía Rio de Janeiro e Búzios. Posso dizer com todas as letras que foi uma das melhores experiências da minha vida e um grande privilégio que tive. Criamos assim um carinho enorme por esse incrível navio. Infelizmente foi a única vez. Seria a primeira de muitas que sonhávamos fazer. A notícia de seu desmanche foi para nós como uma facada em nossos corações. Não esperávamos por isso. Muito triste mesmo.

    1. Oi Ceci. Bom dia.
      Obrigado pelo feedback. Tudo o que faço aqui no Blog é com muito carinho. Fico feliz que você tenha gostado.
      Com relação ao Sovereign (Soberano), você tem toda razão: o desmanche foi uma facada nos nossos corações. Um navio tão especial quanto esse não merecia um final assim.
      Infelizmente a pandemia causou muitos prejuízos para o mundo dos cruzeiros, e uma solução encontrada foi a venda e desmanche de muitos navios.
      Que legal que você viajou nele com a sua família. Acredito que ele seja uma unanimidade – quem viajou só tem coisas boas a falar. Muitas festas, agitação, num clima bem informal.
      Programe o próximo cruzeiro para breve.
      Mais uma vez, seja bem-vinda ao Blog.
      Abraços
      Edu

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