Por onde anda o Empress?

Por onde anda o Empress?

O Empress, navio de cruzeiro da companhia espanhola Pullmantur Cruceros, marcou presença no Brasil entre os anos de 2008 e 2016. Foram 8 temporadas de muito sucesso.

Em fevereiro de 2016, fez sua viagem de travessia, retornando à Europa, e não voltou mais ao país.

Quer saber por onde anda o Empress?

Bora ler o texto abaixo!

Empress em Búzios
Empress em Búzios/RJ – 14 de dezembro de 2013

 

No Brasil

Adquirido pela Pullmantur em 2008, junto à Royal Caribbean Intl., devido à crescente demanda de cruzeiros principalmente na América do Sul, o Empress (ou Imperatriz, como era conhecido por aqui) estrou na temporada 2008-2009, tendo o Rio de Janeiro como sua homeport.

Durante suas temporadas iniciais, era fretado pela CVC e, a partir de 2013, a Pullmantur abriu escritório no Brasil e “passou a vir” por conta própria. Mais uma vez a CVC teve papel determinante na comercialização e popularização de um produto.

Com sistema all-inclusive (bebidas a vontade), muita animação e ambiente descontraído, e embarques nos principais portos do país, permaneceu durante 8 temporadas (de 2008 a 2016) realizando cruzeiros pelo litoral brasileiro e região da Prata (Argentina e Uruguai).

Os roteiros faziam parada em diversas cidades brasileiras: Santos, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Ilhéus, Itajaí, Ilhabela, Búzios entre outras.

Devido à crise financeira que a companhia enfrentava, em 2016 todos os cruzeiros previstos após o dia 13 de fevereiro foram cancelados e o Empress retornou precocemente à Europa. Nunca mais voltou.

Com capacidade para quase 2.000 passageiros, manteve-se entre os navios de médio porte mais queridos pelos cruzeiristas.

Empress partindo de Santos
Empress (com sua pintura “antiga”) partindo de Santos – 12 de dezembro de 2010

 

Pool deck / Restaurante Miramar
Pool deck / Miramar Restaurant – Imagens: Divulgação

 

Atrium / Buffet Panorama
Atrium / Buffet Panorama – Imagens: Divulgação

 

História

Construído pelo estaleiro Chantiers de l’Atlantique (Saint Nazaire, STX France) em 1990, foi encomendado pela extinta companhia Admiral Cruises. Seria chamado Future Seas, um projeto desenvolvido especialmente para minicruzeiros.

Pouco antes da conclusão e entrega do navio, a Royal Caribbean Intl. comprou a Admiral. Ainda no estaleiro francês, a nova embarcação já pertencia à Royal.

Primeiro navio adquirido nos anos 90, o clássico Nordic Empress (nome “original” do navio) já “trazia” algumas características especiais dos cruzeiros Royal: um atrium amplo e alto, muito vidro, elevadores panorâmicos, mármore branco etc. Acrescentaram-se os conhecidos Windjammer Café e o Viking Crown Lounge.

Nordic Empress
Nordic Empress – Imagem: wikipedia.org

Realizou viagens curtas de Miami para as Bahamas e, posteriormente, foi transferido para Nova Iorque.

Em 2004, numa ação de marketing da companhia, o sufixo “of the seas” foi incluído ao seu nome e, portanto, passou a ser chamado Empress of the Seas.

No ano 2008, a subsidiária espanhola Pullmantur Cruceros, pertencente ao grupo Royal Caribbean Cruises Ltd., adquiriu o Empress of the Seas (também o Zenith e o Sovereign of the Seas) e, em troca, deveria ceder os navios de luxo Blue Dream e Blue Moon para a Celebrity (Azamara) Cruises. Assim foi feito.

Já na Pullmantur, o navio foi reformado e renomeado para Empress.

Fretado pelo grupo CVC, o “Imperatriz”, nome traduzido (sic) e utilizado aqui no Brasil, fez sua temporada inaugural de cruzeiros no final de 2008.

Em 2012, antes da temporada brasileira, passou novamente por reformas e pintura, adquirindo a nova identidade visual da companhia: casco e chaminé cor azul e nova logomarca.

Durante o período que não “cruzeirava” pelo Brasil, realizava roteiros pela Europa.

No ano 2016, a Pullmantur já dava prejuízos e cancelou todos os cruzeiros do Empress pelo Brasil a partir de 13 de fevereiro.

Após 8 anos, o Empress voltava a navegar pela sua “antiga casa”, a Royal Caribbean – um destino pouco provável, pois estimava-se que poderia ser utilizado pela Azamara Cruises (pelo tamanho e características). Passou por reformas e retornou o nome Empress of the Seas. Novamente de Miami para as Bahamas e Caribe.

Empress of the Seas
Empress of the Seas – Imagem: Royal Caribbean

Com o acordo de liberação comercial entre os governos dos EUA e Cuba, o Empress of the Seas teria o tamanho ideal para a visitação do país comunista. Em 2017, foi um dos primeiros navios de passageiros a atracar em Havana, desde 1960. Após 2 anos, o acordo foi “desfeito” e o navio teve seus roteiros cancelados. Foram criadas rotas alternativas para ele.

Aí veio a pandemia.

Com a paralisação mundial dos cruzeiros e as companhias de cruzeiro acumulando prejuízos incalculáveis, a Royal Caribbean optou por vender seus 2 navios mais antigos: O Empress e o Majesty of the Seas. Tal ideia já havia sido cogitada anteriormente, mas a pandemia “acelerou o processo”.

Comprado pela Cordelia Cruises, nova companhia indiana com acionistas da antiga e extinta Jalesh Cruises, será renomeado mais uma vez para Empress e fará viagens de 2 a 7 noites pela Índia.

Empress (Cordelia Cruises)
Empress – Imagem: Cordelia Cruises

Estima-se que, a partir de junho de 2021, a pandemia já esteja controlada e a retomada dos cruzeiros aconteça de forma eficiente.

Curiosidade: Inicialmente, no ano 2000, fora anunciada a temporada de cruzeiros na América do Sul com o Nordic Empress e, depois, o navio seria vendido. Fato não acontecido. A Royal Caribbean decidiu trazer ao Brasil o Splendour of the Seas, maior e mais moderno, e manteve o Empress realizando suas viagens pelo Caribe e Bahamas. Dessa forma, quem realizou a 1ª. temporada da Royal no país e tornou-se fenômeno entre os brasileiros foi o Splendour e não o Empress (só veio ao Brasil 8 anos depois, pela Pullmantur).

Ficha técnica – Empress of the Seas

  • Companhia: Royal Caribbean Intl.
  • Classe: Empress
  • Ano de construção: 1990
  • Última reforma: 2021 (Cordelia Cruises)
  • Comprimento: 210 metros
  • Largura: 30 metros
  • Velocidade: 20 nós
  • Peso: 48.563 toneladas brutas
  • Passageiros: 1.910 (ocupação máxima)
  • Tripulação: 671
  • Decks: 11

 

O Empress, definitivamente, foi um sucesso. Toda a tradição e serviço que a Pullmantur realizou no Brasil com seus navios, deixou muitos passageiros com saudades.

Ainda será possível vê-lo navegando por águas indianas e, se tudo der certo pelo mundo (com a breve retomada dos cruzeiros), por muitos e muitos anos.

Algum dia, espero que volte ao Brasil.

Até breve, Empress!


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